Comentários

” Escrevo-vos uma longa carta porque não tenho tempo de a escrever breve.” Veio-me ao pensamento esta citação, finda a leitura do livro, pela inversão do seu sentido. Talvez por habituação das leituras da moda, que puxam e empurram o leitor a ritmos rápidos de curiosidade e mistério, este romance pede-nos o contrário. Pede contemporização para irmos chegando e ficar na data, para apreender que nem tudo tem um fio condutor sequencial de causa efeito direto. Percorre-se um tempo em que a vontade de poucos homens alterava o destino de muitos. Foi-me prazeroso as horas de leitura, bem como viajar no nosso passado ao ritmo desse mesmo passado, quase vivendo o seu quotidiano. Seria gratificante fazer outra viagem da lavra do José Martins.
Fernando Alves Ferreira

Todos quantos se aventuram a escrever um livro têm muito mérito e, estou certo, só o fazem porque dele retiram um prazer compulsivo. A “prova de fogo” de uma tal aventura é, no entanto, compatibilizar o prazer egoísta de quem o escreve, com a capacidade de seduzir o leitor e suscitar nele o prazer na sua leitura. “Até ao fim dos tempos” é uma obra plenamente conseguida. Não sendo eu um crítico literário mas unicamente um leitor regular de “Romances históricos”, avalio cada novo livro pelo satisfação que dele retiro, pela “necessidade” sentida de ler cada nova página e pela capacidade de me colocar no meio da ação. Devo partilhar que esta obra me deu um prazer enorme e que a coloco entre as melhores obras que já li, neste modelo literário. O rigor histórico é o substrato sobre o qual se desenvolve um enredo com situações, personagens e diálogos que contribuem de forma definitiva para nos envolvermos intimamente com este romance. Espero que o Autor tenha o alento necessário para continuar. Estou convicto que sim e estas palavras vão nesse sentido. De forma assumidamente egoísta insto-o a continuar… pois quero ler o seu próximo livro.
António Marques da Costa

Não sendo leitora regular de romances históricos foi com muito gosto e prazer que li este romance sobre o amor trágico entre D. Pedro e Inês de Castro. A forma emocionante como o livro é escrito, a par da profundidade e rigor histórico com que o tema é tratado leva-nos a querer avançar rapidamente ao longo das 600 páginas.
Cláudia Borges

Um romance histórico sobre a história e histórias de Pedro e Inês, aqui bem retratadas, deixando ver que a relação amorosa não é sempre idílica mas bastante real como o escritor a mostra.
A riqueza dos diálogos, bem pensados, é uma das boas caraterísticas deste livro. Descortinar as razões pelas quais D. Inês é morta, são solidificadas pelos diálogos e ações dos personagens.
Gostei particularmente do modo como o autor estrutura os capítulos, deixando sempre uma sensação de suspense no final de cada capítulo. Isto prende o leitor e ativa a nossa curiosidade para ler os capítulos seguintes.
Existem também outros personagens que dão a realidade e enquadramento histórico mas alguns acabam por não se entender muito bem o que fazem nesta história, a não ser um certo enquadramento histórico e cénico da situação de diferentes classes na época em questão. Será que o escritor os está a reservar para uma continuação?
Por último dizer que apreciei bastante as cenas da batalha do Salado e a descrição da Peste Negra. A primeira, por conterem descrições muito fílmicas do que ocorreu, dando a sensação ao leitor que é um dos intervenientes na batalha. A segunda, por ser algo muito parecido ao que estamos a viver no momento do Covid-19; os humanos sempre se defrontaram com estas pandemias e melhor ou pior souberam lidar com estas doenças (interessante algumas estratégias de desinfeção!).
Rui Delgado

Adorei ler este romance histórico…as cerca de 600 páginas foram devoradas em apenas 5 dias…e quando cheguei à última pagina gostaria de ter um 2º volume para poder continuar a leitura…algo que sugeri ao autor e colega de profissão… Bem hajas “Zé Manel” pela obra tão envolvente e cativante que escreveste!
Cristina Filipe

Gostei imenso deste livro histórico em que o tema de Pedro e Inês, se desenrola, a par com outras personagens desse tempo. Muito bem escrito. Obrigada por me dar outra visão desta época histórica. Aguardamos o próximo com interesse e expectativa.
Maria da Luz Cabrita


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